Ópera "Orfeo ed Euridice" na Casa Morgado Esporão

May 20, 2018

Renovando o seu compromisso com a promoção das artes e cultura, a Casa Morgado Esporão, em co-promoção com a Câmara Municipal de Évora, Universidade de Évora, e Éborae Mvsica acolhem, no dia 6 de Julho às 21:30 este evento extraordinário no pátio da Casa Morgado Esporão. O evento conta ainda com os patrocínios do CENDREV, Associação Académica da Universidade de Évora e Adega Monte Branco.

 

"Orfeo ed Euridice" 

 

Ópera em três Actos versão de Mario Parenti (1962).

 

Música de Christoph Willibald Gluck (1714 – 1787) Libreto de Ranieri de’ Calzabigi (1714 – 1795)

 

Orfeo: Marta Marques, mezzo-soprano

Eurídice: Marília Zangrandi, soprano

Amore: Inês Pinto, soprano

 

Coro Polifónico Eborae Musica

Maestro: Eduardo Martins

 

Pianista: Eduardo Proença

 

Encenação: Joana Leonardo

 

 

Sinopse:

No primeiro acto, após um breve prelúdio, a cortina ergue-se por cima do túmulo de Eurídice. Orfeu chora a perda da amada, rodeado pelos seus amigos. Aparece então o Cupido que traz uma mensagem: sensibilizados com a dor de Orfeu, os deuses autorizam-no a descer aos infernos para trazer Eurídice. Mas há uma condição: Orfeu não pode olhar para a amada antes estar de volta sob um céu mais clemente. Orfeu é acolhido nos infernos pelas Fúrias e pelo Cérbero, o cão das três cabeças de Hades. Perante o perigo, Orfeu começa a cantar, fazendo-se acompanhar pela sua lira e consegue apaziguar estes terríveis guardiães. Assim, chega à morada das sombras felizes onde encontra Eurídice. Toma-a pela mão, sem a olhar para ela diretamente, e pede-lhe que volte com ele. Orfeu desceu até aos infernos para trazer de volta para o mundo dos vivos Eurídice. Fora avisado para não olhar para a sua amada enquanto não estivesse na segurança do seu mundo. Depois de um longo caminho Orfeu chega finalmente a Eurídice e pede-lhe que o siga...Euridice não compreende porque é que Orfeu não olha para ela uma única vez. Atribui a atitude à frieza de espírito e não dá oportunidade a Orfeu para se explicar. É então, que depois de muito censurado, Orfeu perde a paciência e se volta para ela. Como consequência Eurídice cai inanimada - uma das cenas mais aguardadas de toda a ópera, à qual se segue a ária "Che farò senza Euridice?", cantada por Orfeu desesperado. Surge de novo o Cupido. Orfeu provou merecer Eurídice, por isso é-lhe restituída a vida. Na última cena, no templo do Cupido, Orfeu, Eurídice e Cupido unem as suas vozes às dos pastores e cantam os mistérios e a força do amor.

 

Apresentação:

Este projeto tem como objetivo trazer a ópera à cidade de Évora e aumentar a experiência dos alunos de Mestrado em Canto da Universidade de Évora no mundo da representação e da ópera. A ópera escolhida é uma das óperas mais aclamadas do compositor alemão Christoph Willibald Gluck, por contar a mítica história de Orfeo e por ser considerada uma das óperas que mais contribuiu para a reforma da ópera. Estamos a falar da ópera “Orfeo ed Euridice” que conta com três personagens: Orfeo, Euridice e Amore; e com o coro que representa um papel importantíssimo. As personagens serão representadas pelos alunos do Mestrado de interpretação e ensino em Canto da Universidade de Évora e para realizar o coro foi convidado o Coro Polifónico Eborae Musica dirigido por Eduardo Martins. Para pianista acompanhador foi convidado o aluno de licenciatura em piano, Eduardo Proença e como encenadora temos a Joana Leonardo, ex-aluna do Curso de Teatro da Universidade de Évora.

 

Marta Marques

 

Natural do Porto, concluiu a sua licenciatura em Canto Teatral no Conservatório Superior de Música de Gaia nas classes de Fernanda Correia e Sílvia Mateus. Continuou o seu aperfeiçoamento vocal em Itália na associação Florence Opera, a cargo de Patrizia Morandini. Frequenta atualmente o Mestrado em Ensino de Música, vertente Canto, da Universidade de Évora, na classe da professora Liliana Bizineche. Frequentou ainda masterclasses de Ana Ester Neves, Saioa Hernández, Francesco Pio Galasso, Marc Tardue, Enza Ferrari, Mário Mateus, Manuel Ivo Cruz, entre outros. Apresentou- se em galas de ópera, eventos e espetáculos atuando em várias cidades de Portugal, Itália e Espanha. A solo destacam-se os papéis de Amore na ópera Orfeu e Eurídice de Gluck (Montecarlo di Lucca e Castelfiorentino, Itália), Papagena na ópera Flauta Mágica de Mozart (Florença, Itália), Suor Dolcina na ópera Suor Angelica de Puccini (Prato, Itália), Amahl na ópera Amahl e os Visitantes da Noite de Menotti (Vila Nova de Gaia, Portugal), Requiem de Mozart (Águeda, Portugal) e Glória de Vivaldi (Amarante e Paredes, Portugal). É coralista profissional tendo já feito parte do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Coro Casa da Música, Coro da Orquestra do Norte e Coro Divino Sospiro.

 

Marília Zangrandi

 

Soprano carioca, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atualmente frequenta o mestrado em performance na Universidade de Évora, Portugal. Em 2016, interpretou a personagem de La Musique na obra Les Plaisirs de Versailles de Charpentie, encenado no Maison de France. Foi premiada como Melhor Intérprete de Canção de Carlos Gomes, em Campinas, no concurso em homenagem ao compositor. Em maio de 2015 cantou a protagonista de L’incoronazione di Poppea, de Monteverdi em Surrey, Inglaterra, sendo elogiada pela crítica, o mesmo papel que havia cantado em 2014, no Planetário da Gávea, sob a direção de Graciela Araya, na estreia nacional da obra. Em, 2013 participou na Lotte Lehmann Akademie, em Perleberg, Alemanha, onde teve aulas com Karan Armstrong, Thomas Moser, Klaus Sallmann, Janet Williams, Denis Combe-Chastel, Angelo Raciti, entre outros. Teve aulas com Eliane Coelho, Nelson Portella, Valentina Valentini, Leila Guimarães, Adelaida Negri, Lício Bruno e Victor Olivares. Participou em masterclasses, no Brasil e no estrangeiro com Rockwell Blake, Mirella Freni, Graciela Araya, Antonio Juvarra, Frieda Gebert, Karen Saillant, Fabio Centanni, Mitzuko Shirai, Jeffrey Gall, Maria Venutti e Lizzie Waisse. Também participou nos Encontros Integrativos oferecidos pela Academia de Santa Cecilia em Roma; participou como bolsista do Festival de Música das Esferas, em 2012, em Bragança Paulista e no Festival de Música Colonial e Barroca de Juiz de Fora. Integrou diversos grupos corais, como o Brasil Ensemble, sob a regência de Maria José Chevitaresse, Cia. Bachiana Brasileira, sob a direção de Ricardo Rocha e o Coro Sinfônico da OSB, no qual já esteve sob a direção de Julio Moretzsohn, Isaac Karabtschevsky, Roberto Minczuk e Lorin Maazel.

 

Inês Pinto

 

Natural do Porto, Inês Pinto concluiu a sua licenciatura de Canto Lírico na Universidade de Évora na classe da Mezzo-soprano, Liliana Bizineche. Começou os seus estudos musicais aos nove anos, concluindo o 5o grau de piano na classe de Luísa Ferreira e o curso Complementar de Música, na vertente de Canto, na classe de José Corvelo, no Conservatório do Vale do Sousa. Trabalhou em Masterclasses e aulas privadas com Isabel Alcobia, Ana Paula Russo, Lúcia Lemos, Pedro Nascimento, Rui Taveira, António Salgado, Magna Ferreira, Luís Madureira, Cristina Miatello, Orlanda Isidro, Sasja Hunnego, Lenie van den Heuvel, Rita Dams, Pascal Bertin, Paula Morna Dória, Pierre Mak e João Lourenço. Já foi dirigida por maestros como Paulo Lourenço, Christopher Bochmann, Pedro Teixeira, Owen Rees, Armando Possante, Peter Philipps, João Branco, Luis Antonio González Marín, Kodo Yamagishi, Ian Mikirtumov e Cesário Costa. É membro do Ensemble Vocal de Freamunde e do Coro Feminino do Vale do Sousa sendo ambos dirigidos por Sílvio Cortez, do Ensemble Eborensis dirigido por Luís Henriques e do Ensemble All’Ottava Consort. A solo destacam-se os papéis de Juliet Brook e Sophie Brook na ópera O pequeno limpa-chaminés de Benjamin Britten (Conservatório do Vale do Sousa, Porto), o papel de Barbarina na ópera As bodas de Fígaro de W. A. Mozart com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (CCB, Teatro Thalia e Teatro Luisa Todi, Lisboa), o papel de Papagena na ópera A Flauta mágica de W. A. Mozart com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (Teatro Thalia, Lisboa), o papel da Dido na ópera Dido and Aeneas de Henry Purcell (Convento de Cristo, Tomar) e Glória de John Rutter (Casa da Música, Porto). Foi convidada para gravar e estrear a peça “Súplica” do compositor Paulo Novado. Em 2015 participou no 12o Curso Internacional de Música Antiga ESMAE/ESML realizado no Convento de Mafra e em Agosto do mesmo ano, no XXXVII Festival Internacional de Música Antiga de Daroca, Espanha, onde realizou, não na íntegra, as óperas “Dido and Aeneas” e “King’s Arthur” de Henry Purcell. Participou na 40a Edição do Workshop de Voz & Corpo com Jorge Parente, entre os dias 19 e 23 de Março de 2018. Atualmente frequenta o 2o ano de Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Évora, vertente Canto Lírico, e é docente na mesma instituição, no Departamento de Artes Cénicas, no Curso de Teatro.

 

Eduardo Proença

Eduardo Proença nasceu em 1996, em Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais com professores particulares, e estudou, entre 2005 e 2016, no Instituto Gregoriano de Lisboa, onde concluiu o Curso Secundário de Música e o Curso Secundário de Canto Gregoriano, tendo terminado piano com 19 valores, e obtido o 1o Prémio no Concurso de Piano do IGL (Nível V) em 2014. Frequentou, durante ano e meio, a licenciatura em Composição na ESML. Trabalhou, enquanto pianista acompanhador, para a Associação Musical Lisboa Cantat e para a Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro. Estuda atualmente Piano na Universidade de Évora, integrando a classe

da professora Ana Telles.

 

Eduardo Martins

 

Nasceu em Ovar e começou os seus estudos musicais com 8 anos. Licenciado em Enfermagem em 2008, exercendo no Hospital das Forças Armadas desde 2009. Foi aluno do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian em piano, tendo concluído o respetivo curso já no Conservatório de Música de Coimbra. Foi docente de Formação Musical, Flauta de Bisel e Canto coral na Secção de Música do Grupo de Ação Cultural de Válega – GAC de 2003 até 2011. Também lecionou música inserido nas AEC’s no ano letivo de 2008/2009 em Coimbra. Diretor Artístico do Grupo Coral Laudamus o qual dirige desde 1999, tendo organizado o Festival Natal em Coro 2012 com a participação de seis coros dos distritos de Aveiro, Porto e Lisboa. Diretor Artístico/Maestro do Coral de Letras da Universidade de Coimbra nos anos de 2005 e 2006. Tem participado em projetos e workshops com figuras como Fernanda Lapa, Leonor Barata, Carlos do Carmo, Helena Vieira, Fausto Neves e Eugene Rogers. Foi Júri do 2.o Concurso Internacional de Piano do Concelho de Sernancelhe em 2008. Foi também realizador e produtor do Musical ~Fonte dos Amores~ em 2009. Frequenta o curso de Direção Coral e Formação Musical, na Escola Superior de Música em Lisboa (ESML) trabalhando com os maestros Paulo Lourenço e Vasco Azevedo. Foi barítono solo na apresentação de Requiem de Mozart no teatro Tivoli pela Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa (2010) e em Passio de Arvo Pärt com a Orquestra Contemporânea de Lisboa (2013). Participou como cantor no Estúdio de Ópera da ESML na realização da ópera Paride ed Elena, em parceria com a Companhia Clara Andermatt (2012). Foi ainda coralista no Coro Misto da Universidade de Coimbra entre 2004 e 2008 e no Coro da Associação Musical Ricercare em 2011/2012. A nível internacional, é de referir a sua participação no festival das comunidades portuguesas em Paris (2001) e num concerto de piano no Hotel Marriott na cidade do Cairo - Egipto (2004). No presente ano (2013), inserido no Coro de Câmara da ESML interpretou 8.a sinfonia de Mahler no encerramento do Festival Internacional de Música de Ankara – Turquia. Dirige desde Maio de 2013 o Coro Polifónico Eboræ Mvsica, em Évora.

 

Coro Polifónico da Associação Musical de Évora – EBORÆ MVSICA.

 

 

Em Setembro de 1987, incluído no acontecimento cultural “Os Povos e as Artes” fez a sua primeira apresentação pública. O Coro Polifónico tem realizado diversas atuações ao longo da sua existência, interpretando não só a polifonia da Escola de Música da Sé de Évora (séc. XVI e XVII), como também outras obras de diferentes de Música da Sé de Évora”, acontecimento que esta Associação organiza, anualmente, no mês de Outubro, com a participação de maestros de renome internacional, como é o caso de Peter Phillips, dirigente do “The Tallis Scholars”, de Londres, e Owen Rees. Participou no Concerto de Natal 1999 interpretando a 9a Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que foi gravado e divulgado pela RTP, canal 2, e RTP Internacional e no Concerto de Natal de 2000 com a referida Orquestra. Participou nas iniciativas, organizadas por esta Associação, referentes ao tricentenário sobre a obra de Diogo Dias Melgás e Frei Manuel Cardoso em 2000 nos Ciclos de Concertos “A Quaresma na Escola de Música da Sé de Évora” nos Ciclos “Musicando”, “Musica nos Claustros” e “Musica no Inverno”. Nas deslocações internacionais destacam-se a participação na “Europália 91”, na Bélgica, na Oficina “Escola de Música da Sé de Évora”, em Kosice, Eslováquia, a convite do Coro da Universidade Técnica de Kosice que participara nas II Jornadas sobre esta temática, em Évora, em 1999; no XVI Festival Internacional “Encontro com a Polifonia” em Giarre, Sicilia, Itália em 2001, na Dinamarca, em 2002, em intercâmbio com o Coro de Roskilde, integrado na Rede MECINE e no 22o Festival de Coros de Preveza e 10o Concurso Internacional de Música Sacra de Preveza, Grécia tendo ficado classificado em 3o lugar obtendo a medalha de bronze em 2004; em concertos em Ourense integrado no Projeto “Oralidades” em 2012 e em Plasencia (Espanha) em 2013. O Coro Polifónico foi dirigido desde o seu primeiro momento, e até Outubro de 1991, pelo seu impulsionador, Dr. Adelino Santos, pessoa ligada há vários anos ao meio musical eborense. A partir de 91, e até 97, passou a contar com a regência do Maestro Francisco d’Orey, de mérito reconhecido a nível nacional e internacional, e desde princípios de 97, e até Maio de 2013 o grupo contou com a Direção de Pedro Teixeira. Atualmente, e desde Maio de 2013 conta com a direção do Maestro Eduardo Martins.

 

Joana Leonardo

 

Joana Ferreira Leonardo, nascida em 1997, residente em Évora. Bailarina desde 2010, com formação em diversas escolas em Portugal em dança contemporânea e danças urbanas, e a licenciar-se em Teatro desde 2015, tendo já trabalhado como intérprete em criações de Ana Támen, Paulo Alves Pereira e Alexandre Pieroni Calado. Entre 2010 e 2013 intérprete do grupo de dança TAKE 5, campeões regionais de Desporto Escolar. Desde 2011, bailarina e coreógrafa do grupo NDance, participantes regulares em intercâmbios e competições nacionais e internacionais. Entre 2012 e 2015 vice-presidente da Associação Desportiva, Cultural e Social Qualquer Um Dança, sediada em Évora. Coreógrafa da peça «7 Pecados Mortais» apresentada na Feira de São João em Évora em 2015. Directora artística da peça «A Marioneta» de Rolando Galhardas (Serpa, 2014). Intérprete da peça «Gatilho da Felicidade» de Ana Borralho e João Galante (Montemor-o-Novo, 2017). Criadora e intérprete da performance "Quem Sou Eu, Sendo o Outro?» em colaboração com o artista plástico Vasco Araújo (Évora, 2017).

 

 

Co-Promoção                                                

 

  Casa Morgado Esporão      Câmara Municipal de Évora                    Eborae Mvsica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Patrocínios

                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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